Strawberry Fields

Strawberry Fields

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

souvenir

Você falava e falava e meus ouvidos eram seus, meus ombros te davam a volta, minhas mãos te entregavam mais do que pele. Pele, teu cheiro de pele sobre as minhas sensibilidades da manhã. Você estava chegando, e perto, tão perto; eu já comemorava isso dentro de mim
Baby, eu preparava um domingo para o nosso primeiro filme. Trilhas e trilhas. Vontade de chegar bem perto para não ser intocável. Para o nosso momento não ser souvenir.
Mas hoje, no banho, foi tudo indo pelo ralo. Alguma coisa ia envolvendo minhas aceitações no fato de você ter parado uma rua antes. Estou sabendo que você vai pegar o próximo trem.
Aqui eu fico com minhas canções e veludos. Aqueço-me na noite que vem antes da chuva. Boa viagem.


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sábado, 12 de dezembro de 2009

Atravessando Estrelas


E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário…por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.>>









4 e 20 da manhã. O céu vem amanhecendo como se eu tivesse o controle de algo. Dói por dentro, mas o frio de fora chama meu sentimento para explodir.
Ele me vê atravessando estrelas e isso parece o fazer feliz, mesmo que eu seja a mulher do café com sorrisos entrecortados; minhas pernas cruzam as pernas da mesa mas eu adoraria me entrelaçar no seu quadril. Ele me vê seguindo caminhos perigosos e isso o excita. Isso o deixa louco como se estivesse em minhas mãos o poder de o ter perto ou longe. Sinto-me a moça do café, com um vestido preto e uma coisa quente nos olhos. Me sinto perto demais, agora, para prender a respiração.E ele me olha dizer isso com o cabelo voando através do aroma da manhã. Parece tranqüilidade, mas é meu jeito de explodir.
Pequenas estrelas também saem dele, mas parece que ele não vê enquanto fala calado, sem parar. Tem um caderno de anotações e olhos para rabiscar minhas pintas nas próprias confusões. E eu também o vejo atravessar o inferno, e quase admiro o passo. Por enquanto, ele só vê as dores de ser e não ser. Mas pensarmos em continuar ou não continuar é afugentar a idéia de sentir sem razão.





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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tempero de cor vermelha





Tem aquela música ‘San Francisco Nights’. Eu a ouço com um vestido estampado de flores vermelhas, os cachos para trás e a velocidade da estrada de terra num sábado. Estamos indo para qualquer lugar, apenas pela satisfação de estarmos indo. Incluir um verbo no plural é o tipo de coisa que me faz feliz, feliz como a música de guitarra cantada no refrão. Aquela coisa toda que me dá vontade de beber sua caipirinha, seu whisky, sua água tônica, seu café, você, às 9 da manhã.
Hora boa para desabotoar o primeiro botão do vestido de flores ousadas. Parece que eu estou o tempo todo te provocando, mas, querido, é você que me coloca em cima da mesa para te olhar mais perto. Você assim, bem perto de mim, o silêncio amadeirado da casa antiga. Aliás, é tudo antigo aqui - bem lembrado. Você tem um jeito de dobrar as pernas enquanto lê, num modo retro de porta-retrato, e eu só quero fazer um almoço pra você. Só me falta um avental xadrez em vermelho que marca a cintura e protege minhas pernas do cheiro do tempero. Se bem que eu sei que você gosta. Pimenta no meu vestido é como chuva pra noite pós vinho chileno. Depois disso, o café da manhã é seu. Me entrego com uvas verdes e torradas na cama. E seu rosto fica com uma cor mais bonita que a do meu vestido no varal. Nos molhamos na chuva e, além da tua pele na minha, só lembro do meu vestido sendo jogado no chão com força de água caindo. Você sabe que tem essa violência sutil que me agrada. Delicado como um raio certeiro, se atira para dentro de mim sem poupar nada de você.
Uvas, torradas e cama. Saímos antes da chuva, quase duas da tarde. O vestido de flores no porta malas, uma flor no meu cabelo, cheiro de pimenta, estrada de terra, 80 por hora.




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Summer 68 - Abra a tal da Porta


'...Tomorrow brings another town
Another girl like you
Have you time before you leave to greet another man
Just you let me know.'


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Back up to Boston. I’m singing in a bar




Sim, eu ainda canto.






Vejo você deslizando os dedos pelo meu rosto com uma vontade de me ter perto de você. Me vejo agradecendo sorrisos com meu jeito de quem quer e quer logo, não paro o olhar e continuo dizendo minhas coisas de músicas e idéias. Coisas pro domingo - parece que nós vamos reencontrar alguma coisa antiga. E a nostalgia vem tomando conta das minhas pernas enquanto você fala o que me faz querer brindar com você. O Ano ano novo ta aí. E eu lembro da promessa daquela escritora. Ela disse: ‘se até o natal você gostar de mim, eu prometo gostar de você’. E é porque, eu, ela e um monte de gente com o coração na mão, morremos de medo de gostar primeiro. Que nem quando você diz que tem uma tempestade vindo dos meus olhos, mas que não tem medo porque sabe abraçar forte. E eu acredito nisso porque quando eu tentei calar a boca, distraindo a vontade, você veio com sua nuca de quem é boa companhia pro domingo, e me fez rasgar a cara de silêncio para te receber num daqueles olhares de quando a gente sabe que não quer parar. E ninguém parou.
Acordei às 9 da manhã com um céu pesado de chuva pra depois. E comecei antes da música, antes da grama, antes do abraço que não teme intensidade, que dá conta da tempestade com trovão e do arco-íres que vem depois.

Eu ainda canto. Venha para mim.


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'You shut your mouth



How can you say



I go about things the wrong way ?

[...]





Just like everybody else does.





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domingo, 6 de dezembro de 2009

A idade da descrição



'Esperei-o como se ele viesse para não mais partir: ele partirá sempre. E nossa ruptura é muito mais definitiva do que eu havia suposto.'




- Simone De Beauvoir


Julho, 2009.

Artilharias


Você vem, você chega. Com armas de fogo, foguetes, aviões de guerra, braços fortes, lábios que seguram, dentes que asseguram. Numa camiseta 'Peace and Love', escritos num caderno velho, umas frases repetidas pra constar e aqueles adjtevos de quem quer me convencer a pular.
Você viu minha foto no porta-retrato revelando o suor e a adrenalina de quem vive correndo pela cidade. Cidade cinza, e rosa e cinza. Cenário para tuas inspirações, no meu cabelo que se agarra ao vento e balança como um cobertor de orelha. Como se o mundo inteiro, de Toscana ao Rio de Janeiro, fosse um misto de pupilas dilatadas, bochechas vermelhas e a transpiração de quem pula do abismo.
E você viu a minha foto e sentiu vontade de pular. No meu sorriso, na minha calça cor-de-rosa, você sentiu desejo e desejo de também deixar o corpo rolar com a alma.
Veio com as armas, fogos, artilharias, bombas e pedras. A mão suja de terra passando pelo meu rosto, os braços cheios de 'Peace and Love' correndo na minha pele. E minha vontade, meu pulo, meu abismo, se jogando pra cima. Você me erguendo por baixo, atiçando os mares e ondas do meu corpo. E aí


Suas armas só funcionam sozinho.


Bomba!


Acendi meu cigarro. Meu porta-retrato cada vez mais antigo. 'Peace and Love' em pedaços de panos espalhados pelo ar. E minha arma de paz disparando para dentro. Para o fundo, profundo, de dentro de mim.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

os sinais




Continuo embaixo da chuva. Estou vendo a água fria do céu apagar o cigarro. Não existe vontade de acendê-lo novamente na boca de alguém. Não há tesão para me inclinar contra o fogo. Minha loucura é uma música noturna que me invade. Então não me preocupo com as cinzas que caem geladas no chão. São nuvens em fumaça de antiguidades. Pueira entre as páginas de um livro que cai bem numa sexta-feira. Não me importo com a bebida da descrença ou com o vômito das pessoas que fogem. Deixo o cigarro murchar, deixo as minhas pernas sentirem frio. Aquele frio de humanidade, e só. Só humanidade. Penso que a tal fogueira dos pecados, depois de tragada, parece apenas pó de giz. Congestionando a garganta e intopindo maneiras de falar, de dizer, de gritar, de chorar, de sorrir. São só clichês e clichês que fazem o mundo. Como o frio nas pernas, os pêlos arrepiados nos braços e o raio que o parta! É tudo vontade de ver a chuva cair, de pagar a passagem pra longe, de um primeiro gole em você.
Eu estou vendo a chuva cair e deixando meu rosto molhar. Às vezes, e quase sempre, você só quer chorar. E não importa o porquê, mas isso não é triste.





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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Carta para o dia da chuva





É verdade. Tem sim um monte de coisas que eu queria dizer, sei lá porque. E explicar a essa altura do campeonato é um atraso de linhas e acúmulos de distrações. Eu juro que queria ser mais rápida no movimento das palavras, para que fosse mais fácil ser compreendida através das minhas metáforas de quem tenta maneiras de mostrar. Mesmo que não dê certo, que eu continue tendo aquela velha sensação de que reescrever vai exemplificar, de que é uma forma de colocar os ouvidos do mundo perto de mim, ou que, sei lá, assim eu vou conseguir responder alguma coisa.
Eu estou ensaiando dizeres, daqueles dizeres que depois de ditos podem me colocar no céu ou no chão. Eu estou com estas vontades de cerveja em mesa de bar, em esquinas, em tardes, enquanto a chuva vem e eu não estou nem aí. Não tem nada que não possa acontecer e não me importo se querem ser blasé. Eu estou olhando sem desviar.
Eu tenho juntado estas mesmas coisas para passar o dia antes que pareça que não é nada novo, que falar sobre isso é olhar o tempo passar, que eu estou me enganando com títulos. Mas se você me perguntar se eu quero bloquear, eu direi que não.
Existem um monte de vírgulas que eu quero deixar pra lá, são tantas as possibilidades de ruas que podem continuar sem me oferecer a esquina, tantos discos para olhares de quando a gente quer um abraço. E se você me perguntar se eu quero desanimar essa tarde, eu direi que não.
Mortes, vidas, travessões; ok, eu espero um pouco para te ver naquele fôlego de pulo. Vou criando caminhos pra gente pisar sem se afundar em dezenas de coisas para viver. É, eu tenho esperado o tempo de céu e nuvens tomando força. Não dissolvo, nem tenho vontade de me esconder debaixo da mesa. Tô aqui para políticas e filosofias furadas de 3 copos de cerveja. Alguém me lembra do sorriso claro; eu sou uma menina comportada de sorriso claro, então. Tudo bem. A fumaça em minha boca não mata, o que mata é a mesa do bar sem nós dois. Tudo bem. Eu estou espalhando ao meu redor essas maneiras antigas de cruzar a perna, e de dizer, e de não me arrepender. Minhas vontades de trilha sonora improvisada, dessas que a gente leva pro chalé do meu avô. Você esquece o meu preferido dos Mutantes no carro e eu quero é que se foda o mundo com suas mãos no volante.
Mas isso é pra depois. Tudo bem.


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domingo, 29 de novembro de 2009

Quando falo em movimento.

Quando falo sobre subir na mesa e dançar meus dizeres de verdades e revelações, não estou falando sobre a coisa sexual de rodopiar numa dança de pole dancing. Uso a metáfora ‘mesa, movimento, alto’ para expressar a sensação de libertação. O que está longe de ser um tipo de conversinha-de-mamãe-adestrada ou de mulher que se diz poderosa em tudo. Eu não sou feminista. Eu só acredito na felicidade individual e libertária como caminho para união e satisfação em conjunto. Sim, é um pouco subjetivo no sentir [objetivo no movimento], existencial, e de delicada compreensão. Mas acontece assim.
Quando falo em me mexer em cima da mesa falo sobre assumir amores, dores e alegrias tornando-se também externas. É sobre colocar o que você é na frente de um tanto de coisas que podem te machucar. Pedaços de mundo, de gente com medo de amar, de gente com medo de sentir, de gente que não assume logo a porra do querer e se fecha num triângulo de nada.

Talvez você, que não sabe o que é hambre del alma - fome da alma - esteja pensando em terminar esse esboço de texto agora mesmo e ligar a TV para abstrair a mente que começa a correr para além de suas idéias pré-estabelecidas. E eu te digo para ir em frente, enfiar a cabeça no aquário de pensamentos moldados. Quando acabar seu programa das 18 horas, a vida continuará acontecendo. E se você, que sente a fome da alma e também sobe na mesa, continuar observando essas palavras de texto timidamente criado, terei mais alguém dançando comigo.



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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Fora da Toca






Meu coração é só um rastro de tudo.
Eu me perdôo e vou abrindo a pele, chego até o estômago, inspiro ar de loucura e até uma coisa conturbada; alcanço o peito e abro, com o corpo, a porta para sair.
Me caibo em espaços juntos, em frestas apertadas, em mãos de agarrar, mas gosto mesmo é de sair pulando. O que acontece é que eu sinto força para ir ao fundo, mas começar é o medo de não me encontrar na volta.
Então, ter que me guardar, abruptamente, também é desespero que me encontrem solta demais, ou qualquer coisa demais. Sim, não nego. Ainda me resta um pouco do gosto podre do não saber explicar caso perguntem. Tenho essa noção básica de que quem enxerga não questiona, quem alcança não quer racionalizar. Mas mesmo colocando um pouco disso pra fora, peito, liberdade, meu rastro; mesmo me deixando sair pela boca, insisto, uma hora ou outra, em me guardar quieta de esperar. Como alguém que me diz para juntar o corpo e fazer sorrisinho blasé.
E não é possível! Mas de confusão já me fiz de um tudo recortado e enfiado dentro da gaveta. Não me é possível ter a alma afugentada em coisas remoídas. Deus me livre a mentira morna da não-aceitação. Então eu gemo para colocar a cara pra fora e ser; abrindo o caminho de saída sem volta.
Tô escrevendo isso aqui, não é para medir esforços ou para encurtar os meus caminhos de selvagem. É para aceitar o gosto de ser sem erro ou acerto. Ser. E fora da toca das permissões.




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E como um furacão
vou nascendo de mim.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

ir.


Não sou do tipo que pede para ficar. Aprendi a morder a boca enquanto os sons das minhas palavras se confundem com o desejo nos meus pensamentos. Aperto com força os meus olhos de olhar aos céus enquanto os céus me observam arregalados. Mas não tenho pedido para que fiquem. Eu olho para o portão e o cadeado está sempre mais frouxo do que o meu próprio coração. Me alimento de instâncias e inconstâncias, mas não me sacio. Compreendi algo partido, reconstruí muros antigos, o que restou foi a coragem de ser humana, além de mulher. Assim eu estou vivendo meus 21 anos, que querem profundamente mais. E isto é também lutar sem armas e escudos nesse peito de coisas inteiras, amontoadas, grandes. Essa batalha é não pedir bagunça nos braços de porto que recebem o mar. Não sei para onde estou indo além de mim; mar que se entrega às pedras.
Eu pedi que ele me dissesse o momento. Quando fosse para soltar a corda ou amarrar mais forte na proa de um navio. E como isso significaria pular para o fundo, e naqueles olhos de garoto eu via o medo de querer voltar, dei um laço em minha cintura, como se fosse me segurar no ar. Mesmo sabendo que a estabilidade não se mantêm suspensa ao vento. E eu vi tudo acabar em notas de um real caídas das mãos de um bêbado, o zíper do meu vestido descendo até o final de não pensar mais em como não vê-lo, cores de cabelo no jeito de olhar para fora do barco sem se afogar. Isso também é lutar medindo o peso de não ficar.

Lábios de força na minha boca de amor que está soltando as pontas do iceberg, do laço sem jeito, das âncoras que querem o fundo; pontas de mim.




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Não copie! Faça do seu jeito.



Tá, eu vou ser prática.


Isso não é um tipo de coisa para se orgulhar, não acho legal ter que falar isso e nem tão pouco me irritar com tal infantilidade. Mas, não dá para engolir a seco, então vamos lá:

Uma certa menina me adicionou no blog dizendo gostar do que eu escrevo. Legal! Aquela coisa toda: orkut, twitter, um oi aqui e um oi alí. O engraçado é que eu citava uma música aqui e em seguida essa música aparecia nas atualizaçõs do orkut dela. Mas, vai saber, né?
Só que ela tropeçou em si mesma e fez uma coisa um tanto... ham... irracional. Colocou o link do blog dela no twiiter. [ http://pequenops.blogspot.com/ ] Há!
E então eu fui ver para deixar um comentário, olha só! E o que vi ao chegar lá? Sim, títulos idênticos aos meus [desses que tiro de músicas que, vocês sabem, não tocam no rádio como Nx zero]; trechos que ela enfiou lá no meio de um post dela, e etc e etc e etc. Mas o mais 'mereço um tapa na cara porque sou uma pirralha sem personalidade', foi juntar trechos do meu profile com o da Clara para formar o dela. Ah, peloamordedeus, que vergonha expor a incapacidade através do próprio blog. Só faltava o que? Copiar essa foto aqui do alto do blog. São meus pais na época em que eles namoravam. Não tem como repostar, tá?
Tcs Tcs. É claro que ela mudou o profile e tal no blog, mas, né?


Repito: tava nem aí pra ter o anti-cópia no blog. Pensava: 'são só desabafos.' E é justamente isso que me deixa putadavida! Não são poemas, de vez em quando são contos. Precisa mesmo copiar esses detalhes tão, tão pessoais? Que tipo de vazio é esse que inibe a vergonha na cara de quem faz isso? E eu coloquei um contador de visitas aqui no ladinho; 58 visitantes por dia e 2 comentários. É claro que eu gosto de saber a opinião de quem lê, por isso tem meu e-mail, twitter e até o last.fm aqui do lado. Mas olhar, olhar, arrancar um pedaço e cair fora de fininho é bobeira demais.
Ah! Praputaquepariu!


Enfim, não foi a primeira vez que vi algo assim, mas dessa vez eu resolvi não aceitar. A 'menininha inha inha' se chama Mariana Origuela, o blog dela é esse: http://pequenops.blogspot.com/. Quero que ela se foda com sua cara de pau e largue de tentar fazer amizadizinha enquanto engana pelas costas. Porque, não. Eu não admito.



Ps: Fui avisada pela Clara de um outro blog que copiou textos dela e meu. Aqui está: http://underconstrutionforever.blogspot.com/




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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Mais uma.






Misturei Martini com fogo. Virei num gole só pra ver se descia.
Queria te queimar também. Queria um revolver para atirar palavras da boca que queima. Queria uma faca pra cortar tuas separações de si mesmo. Queria um canivete suíço para escrever loucuras nas tuas costas. Queria subir na mesa do bar e virar mais uma, duas, três doses de martini com fogo. Esturricar teus cabelos de anjo.
Minha língua queimando de mim, ardida de mim, do que eu já sou, já digo e já faço; pra te colocar na realidade do inferno do meu céu. Meu eixo de cores vermelhas, meu centro de vulcão na tua cara. Queimar com a malícia das coisas raras o que só eu sei, o que você não diz, o que eu te vejo negar como um amante sem corpo. Um pássaro grande com medo de voar.
E então eu subo na mesa porque não são versinhos esteriotipados se movendo através de você, sou eu e tudo o que há dentro. Desse jeito de fogo na boca e vulcão cheio no eixo. E eu subo e você diz alguma coisa só para cortar meu clima, meu barato, minha sensação de vida monstruosamente insaciável. Foda-se. É um daqueles momentos em que a gente quer dançar até o gelo da boca secar. E pra que esse gelo que você me dá? Nem pedra dura me quebra hoje. Eu estou queimando nos teus olhos de cores frias e apagadas. Teus dedos cansados no copo brocham, tua mente é chuva no verão, você endurecido é mole de cair sentado. E esses teus amigos sabem que eu vim com você? Tua irmã finge que não sabe o meu nome? Tua competência é uma muleta para preguiçosos.
Mas tudo bem, eu repito. Porque eu tô dançando pra ver se te enfio no minuto, no agora de estar acontecendo na sua frente, com tua cor opaca e bege de quem tá cansado. E quanto mais você cai, mais eu subo. Não por prepotência ou egoísmo. Eu não sou nada além de mim. Não há motivo para orgulho. Ainda mais porque estou aqui, em cima dessa mesa dançando pra você. Parece que querem me tirar do alto. Parece que estou saindo da altura dos teus olhos. 1,80 de altura deslocando até o silêncio da porta. Me olha dizendo: 'você está errada.' E eu quase acredito.
E meu mistério trash de felicidade-não-blasé se cala e estraga a brincadeira de não ligar pra nada. Eu estava só fingindo, estou sóbria como um raio que tentava atingir tua lentidão. Queria te queimar em mim. E o que eu consegui foi um texto novo.
Estou em cima da mesa, fogo na boca, declaro minhas intenções, baby.




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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

I


Era um dia abafado de Março. Tudo havia nascido de forma exagerada, dramática, mal falada, nesse dia. Tudo havia sido feito, sido gerado pela noite de caos e amor, e cinzas e vinho e garoa às 2 da madrugada. Estávamos naquele gramado extenso de bitucas de cigarro e fãns ansiosos. Eu não ansiava nada do show, nada do carinha estranho de banda inglesa, nada da banda nacional de versos internos. Eu estava ali pela coisa toda e não por um minuto só. Havia música alta antes de tudo; antes que eu me agarrasse em mim mesma e quisesse fugir. Do tipo que nunca fui; de querer fingir. Tocava Tecnicolor. Arnaldo Baptista parecia me fazer companhia naquele mundaréu de doentes emocionais. Entreguei-me de cara. Para doer devagarzinho. Que pecado!

Já fazem alguns meses. Mas eu não me esqueci do cheiro do gramado molhado de garoa às 2 da madrugada, nem do cigarro que não parava de queimar minha boca. E como a Noh Gomes disse: ‘quero td pra fora, tudo cuspido, tudo na cara.’ Então agora tenho o tempo de oito meses para descrever a noite de show em gramado cheio de cheiro de olhos de cinzas. Meu coração quase fez-se de cinzas também, é verdade. Mas sobrevivi com tal alma entre as mãos. Eu já disse antes, não é? Meu corpo é alma e talvez por isso doa devezemquando não ser só pele. Ter entre os poros imensidão. E mesmo que isso pareça orgulho. Tanto faz. Eu vou contar tudo sobre aquele dia. Pra ver se assim a ressaca passa. 2010 já vai chegar e 2009 merece a fama de tudo o que aconteceu e cuspido e comido no prato chique da sala de jantar.






23 de Março de 2009;


Se a dor tem a cor daqueles olhos.
Eu choro litros desde que entrei no banho, às 4 da manhã de uma segunda feira. Simplesmente porque acabou pela primeira última vez. Acabou pela milésima vez e não cabe mais sorriso num sentimento que revira tristemente.
Se a dor tem a cor daqueles olhos, que o sangue quente e tinto manche o que resta. Que o que sobra seja posto no fogo das minhas mãos. Para esfumaçar em cinzas.

Será que se você me visse chorando e tivesse o controle das minhas lágrimas escolheria me libertar?


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Noite Branca II

Eu me pegava no colo para calar a boca. Porque, sim, às vezes a gente tem que guardar o que pensa debaixo da língua, às vezes finge que não pensa nada.
E eu pensava com a intensidade de ondas altas quando batem na praia e querem descansar. Me abraçava para acolher aquilo em mim, aquele lugar, aquele movimento de gente se escondendo debaixo da língua. Olhava para baixo para encontrar sinais que me levassem pra casa. Mas a distância é não precisar esperar para quem já foi embora.
Eu olhava para as luzes foscas que vinham de trás do palco e inventava maneiras de beber a vodca sem chorar e pedir que me levassem também. Continuava na estrutura de entorpecer corpo para parar de engolir gosto. Olhava para a vodca com olhares sãos; ‘me deixa beber na sua casa e depois dormir com você.’



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domingo, 22 de novembro de 2009

Olhos Armados



Eu estou com muito, muito medo de me desapontar com minhas palavras e com meu silêncio. Tremendo a sensação imatura de arrependimento que nem aconteceu. Chorando a seco ansiedade de corpo mordido. Sofrendo uma dor que não tem lugar nem permissão para existir. Que teimosamente invade meu sono e minhas atitudes de perda. Minhas atitudes de auto sabotagem e perda de equilíbrio com meu salto.
É domingo e eu choro uma ausência ridícula de certeza. Convicção - da minha parte - oscilando em luzes gastas de pisca-pisca. Aqui está minha dor e eu estou olhando-a como uma mãe que acaba de parir um risco impossível de ser deixado. Meu corpo já está aberto de sereno da madrugada e mãos espalhadas pelo corpo. Mas ainda assim tenho medo de acontecer e de não acontecer. De olhar para isto com um buraco no peito, de ser arrancada de mim mesma. Nas minhas atitudes de perda.
Mas encaro a verdade do que foi proposto por corpo e tesão avermelhado. Meu medo não é ser descoberta em círculos de pele e boca, mas de ser aberta com o tal rasgo para expor minhas experiências como troca e venda de um produto inconfiável. E o que eu sei, de tão profunda e desmascarada é que não há como voltar atrás com meu instinto de me entregar ao perigo. Entregar meu corpo como fonte de proposta para solucionar engarrafamento de emoções, acúmulos de inspirações, libertações de eu mesma para eu mesma.
Meu medo é arrebentar a cara num beijo de leve, mesmo que seja a coisa mais doce e, principalmente, a mais rápida. Me sinto a pena da asa de um anjo. Mas já voei o percurso do ínicio e não posso repetir a espessura do vento agora.
Agora eu já estou na roda, já fui aberta de todas as formas e não quero me afundar em mim mesma para não mostrar sentir. Que sentido seja falha, vergonha, vulnerabilidade. Pra puta que pariu com tantas regras de intensidades e texturas de eixo. É isso o que eu sou desde o começo e continuo lutando na batalha dos meus erros para não tentar acertar. Esfrego meu rosto na curva da paixão e por mais estranho que isso possa parecer, não saio do carro para evitar a colisão do ônibus que eu nem sei mais se vem. Se chega, se realmente chega em mim e me faz parar de falar.
Mas por enquanto, ainda com medo, armo meus olhos para aceitar realidade sem morrer de respiração intalada.




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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Itinerário.



Não são textos de amores quebrados após uma queda da escada. Não são idéias cuspidas no espelho do meu quarto. Não são histórias postas em porta-retratos. Não são mãos acenando do ônibus na curva triste do esperar. Não são vícios descobertos, drogas alternativas, beijo no papel.
Sou eu, mais uma vez, e montanhas altíssimas de coisas que vejo desabrochar; sentimentos endurecidos para entalar na garganta, gestos de quem não consegue, não sabe, não quer demonstrar palpitações ou olhos vermelhos.
O mundo inteiro vai se embolando e eu só penso em assistir The Godfather antes de dormir. Meu desejo de voz vai virando sussurro na boca daqueles que amo. Se transforma em ‘a gente se vê’ por pura inconstância. Mentira. ‘Não vejo a hora de te ver de novo. Aliás, nem vai embora.’ Olho para eu mesma e me vejo contando estas letras para dentro de mim. Entrego o momento de ‘esperava que você dissesse’. E sou presenteada com aquele esburacado: ‘A gente se vê’.
E o que acontece é que eu estou falando de ter tudo embolado, vontades mordiscadas, verdades mortas a pauladas. Para ver alguém me dizer porque a gente escolhe a curva do ônibus do adeus. Não que isso seja um conto de amor e sexo no sofá, lábios molhados com a espuma do capuccino, eram três da tarde quando o vi pela última vez. Mas não. Não falo de esperar alguém voltar, de me despir para ver voltar, de dizer besteiras para enxergar volta e sinal naquelas notas sujas dentro da carteira. E se você me responder com um podre: ‘eu queria que fosse diferente’. Te direi as maluquices pelas quais me julga por prazer e vaidade. Te revelarei as armadilhas feitas para te pegar no pulo pulando para longe de mim, dos meus lábios de café e das 3 da tarde antes da rodoviária. Sim, eu terei que mostrar tudo mesmo sabendo que cortes e curativos e cortes não te fazem feliz. Abrirei os olhos para você, às 5 da tarde, porque parece que ainda dá tempo de não te ver entortar a cara para responder um podre: ‘já estava ficando tarde para te entender.’
Putamente entristecida, tremendo as mãos em pensar que não estou escrevendo um conto de ‘trepar com você sem sentir saudade depois.’ Eu viraria para o lado e discaria o número de outro se isso fosse possível, sem tuas mãos tão próximas e prontas para me fazer querer ficar. Desligaria percebendo o quanto teu corpo todo, tua alma toda, tua mente toda não estava, nunca esteve contentemente determinada a me fazer ficar com um tapa na cara de: ‘... Aliás, nem vai embora’. Só para me ver tremer também os lábios, como quando a gente vê uma menina chorar. E, pelo amor de deus, chorar de felicidade é não ligar para que cara você está e se fica bonita num ângulo contra luz. E debaixo dos lençóis eu diria que escrevo sobre tudo isso que você sabe que eu escrevo. E eu te daria um coração fora da porra de um copo sem álcool para entorpecer. E pra puta que pariu com tanto medo e tanto isso que me faz balbuciar letrinhas de afeto, frases boas diálogos sem finais. Sou mais o tudo pra fora. Como você mesmo citou: ‘mil maneiras de falar sobre a mesma coisa.’ Está aqui minha nova maneira de olhar no relógio; 16:45. O teu ônibus vai chegar com uma frase podre para nos matar ou com uma maluquice que eu adoraria repetir embaixo dos meus receios, embaixo das tuas olheiras de sono que atrasou para dar tempo de me ver. E eu estou aqui. Parindo coragens para te ver abandonar a escolha fácil do adeus.




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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Desbravar.



Já falei sobre as marcas, sobre as mordidas, sobre as saudades e nostalgias. Já detalhei cada tombo, cada indecência mal compreendida. Já me fiz de espelho para outras conquistas. Ilusão parou na metade, amor platônico deixou de existir, meu corpo não treme mais com silêncios; sei a hora da partida.
Tenho esse discernimento idiota para não me jogar de cabeça, tranco o portão, tenho cuidado ao sair, analiso sorrisos e gritos, mastigo a emoção e sentir; guardo para mim e devoro sozinha. Egoísmo? Medo.
Já me disse mais mulher que o receio, mas ainda assim não é o suficiente. Espalho tudo em idéias, tento colocar em mãos e perigos; mas temo o passo e adio o pulo. Estou voando alto comigo, estou me embebedando de motivos e sonhos; individuais. Gozando o prazer da realidade concreta. Mentindo o peito de não sentir mais do que isto. Eu estou montando um castelo bonito demais para ser habitado.
Não reconheço o desamor na calçada; ele não é o mesmo. Não aceno para um saudosismo compartilhado; fico comigo. Não reaproveito do gosto já tão experimentado, não vômito anseios de tocar o chão. Estou implodindo sensualmente comigo.
Não é maldade, é imensidão que eu não sei onde colocar. Nunca soube, nunca entendi, então parei de brincar e deixei num cantinho escuro de mim. Parte profunda de humanização inquieta. Minha, rodeando meu umbigo de segurança pessoal. Enquanto xingo minhas maneiras educadas de conversar sobre isso. Também já falei que a vontade é berrar, mas eu continuo vendo, olhando com atenção sem dizer nada, exteriormente.
Você consegue perceber o sofrimento superado, a iluminosa percepção de tudo, a falta de brigar por passionalidade? Eu nem escuto ruído de querer, de precisar sentir bem perto. Eu tenho o que sou e fico calma comigo. Um blá, blá, blá que parece conversa na fila de banco de gente adulta. Logo eu, logo eu que odeio tanto a coisa morna da rotina acomodada. Olho para mim, não to média nem parada, mas me vem uma ânsia de querer ser posta no alto. Não de tesão avermelhado no colo, não de desejo explorado, não de carência de olhar. É tão e só de sentir. Ver acontecer dentro de dentro do peito. Sentir explodir com todos os barulhos de mundo e de intensidade no amplificador. Sentir até o final de quando o dia é êxtase de coisas entrelaçadas, formando um caminho para libertar intensidade sem medo. Respirar fundo sem medo de tropeçar nas palavras e perder o fôlego. Gargalhar sem temer o som da boca devorar. Abrir os braços de abraço para o que eu jurei um dia nunca mais ser possível. Desbravar lutas confusas, complicar a vida com reviravoltas sobre a cama. Fora dela ser um lençol escorrendo pela pele sem temer cair. Porque o chão é o mesmo chão de sempre. Duro, frio, sujo. Seguro para ir além do corpo e atingir o coração.

[Depois disso chorar e ver que ta tudo bem.]


18 de Novembro de 2008.
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Segredo Tragado




Os pés dele firmando meu quadril naquele sofá que nem é dele, que nem é meu. É de quem não pode nos ver juntos, é de quem observa e finge que não ve os joelhos fortes dele me compactando. Eu suando de querer deitar a cabeça para trás, tremendo de tentar parar de sorrir malícia, sussurrando corpo em sua boca. Sem ninguém nos ver.
É escondido sim, mas não existe porta, teto, parede para esconder. A gente fica descoberto e eu descubro minha incapacidade de controlar vontade. Sai tudo pelo olhar no jeito como ele me olha dar passinhos para trás, como quem quer tentar dizer que está negando, que está com medo. Mas ele segue, enlaça e segura meus passos, falando mais alto do que eu, que é uma puta besteira se enganar. Prende meu pescoço no ombro e eu não corro mais nem que me façam parar. Toca campanhia, telefone, guitarra, e eu não quero nem saber se é manhã ou noite e se vão bloquear a passagem da vontade dele pra minha. Ele me coloca no colo e o sofá que nem é nosso perde o lugar, é inexistente. Receio é bexiga murcha e eu quero é que levem embora pezinhos de dúvida, quando são as coxas dele que me juntam num espaço só.
Toca Pink Floyd pela quinta vez e ninguém levanta para mudar. Tá bom assim e eu já consigo virar a cabeça com a boca pro alto sem parar de cantar. 'Have a cigar' faz todo o sentido porque eu estou queimando de ponta a ponta. Sim, entre dois dedos de segurar sem deixar cair, esfriar, escapar. Fumaça de perigo saindo do isqueiro. Meu pavio deliciosamente iluminando o dia inteiro de intensa tempestade. Olhar de saber que está acontecendo sem precisar ver.
Os pés dele firmando os meus que nem andam mais para trás. Estou abraçada na força do ombro, enlaçada nas curvas, queimando de ponta a ponta, fumaça longa e viciante.
Ruídos. Nem é minha casa, mas já conheço o gosto da parede. Alguém chega; não somos descobertos.



'Quando a alma é livre,não tem filho da puta que segure' - Lobão
'O ímpeto de crescer e viver intensamente foi tão forte em mim que não consegui resistir a ele. Enfrentei meus sentimentos.
A vida não é racional; é louca. Quero paixão, prazer, barulho, bebedeira, e todo o mal. Quero ouvir música rouca, ver rostos, roçar em corpos, beber um Benedictine ardente. Quero conhecer pessoas perversas, ser íntima delas.
Quero morder a vida, e ser despedaçada por ela. Eu estava esperando. Esta é a hora da expansão, do viver verdadeiro.
Todo o resto foi uma preparação. A verdade é que sou inconstante, com estímulos sensuais em muitas direções.
Fiquei docemente adormecida por algum tempo, e entrei em erupção sem avisar'
- Anais Nïn
Para quem me odeia:

Sei que você vive falando de mim por aí sempre que tem oportunidade, e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço. Ainda mais quando é enfática como a sua - todos ficam interessados em conhecer uma pessoa que é assim, tão o oposto de você.

- Fernanda Young