Sim, eu ainda canto.
Vejo você deslizando os dedos pelo meu rosto com uma vontade de me ter perto de você. Me vejo agradecendo sorrisos com meu jeito de quem quer e quer logo, não paro o olhar e continuo dizendo minhas coisas de músicas e idéias. Coisas pro domingo - parece que nós vamos reencontrar alguma coisa antiga. E a nostalgia vem tomando conta das minhas pernas enquanto você fala o que me faz querer brindar com você. O Ano ano novo ta aí. E eu lembro da promessa daquela escritora. Ela disse: ‘se até o natal você gostar de mim, eu prometo gostar de você’. E é porque, eu, ela e um monte de gente com o coração na mão, morremos de medo de gostar primeiro. Que nem quando você diz que tem uma tempestade vindo dos meus olhos, mas que não tem medo porque sabe abraçar forte. E eu acredito nisso porque quando eu tentei calar a boca, distraindo a vontade, você veio com sua nuca de quem é boa companhia pro domingo, e me fez rasgar a cara de silêncio para te receber num daqueles olhares de quando a gente sabe que não quer parar. E ninguém parou.
Acordei às 9 da manhã com um céu pesado de chuva pra depois. E comecei antes da música, antes da grama, antes do abraço que não teme intensidade, que dá conta da tempestade com trovão e do arco-íres que vem depois.
Eu ainda canto. Venha para mim.
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7 comentários:
Lindo, lindo e lindo!!!
Obrigada, Lívia!
:)
muito bom! mas tudo que começa co promessa, pode se perder!
E que ele venha...!
Beijo
E vem aquela coisa de ter medo de amar primeiro, com a expectativa de que nos convençam que não, que não precisamos ter medo.
'Canta que é no canto que eu vou chegar.'
beijos, amiga Gabis!
Fiquei feliz e esse feliz foi quente como abraço.
Bejo
'[...]e vejo agradecendo sorrisos com meu jeito de quem quer e quer logo[...]'
Que maestral!
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