Como um carro que nunca chega ao limite da velocidade máxima, cobrei-me respostas que não viriam de jeito nenhum. E eu sei que é assim, mas não evito a lembrança. Chovendo São Paulo sem madrugada de ressaca; whiskey in the jair.
E o fato, o fato é que agora eu não estou metida num 'conto explosivo de amor bandido.' Mas alguma coisa, alguma coisa totalmente minha, me faz perguntar se o que eu estava fazendo era lutar sem armaduras. Se o fogo nas minhas mãos também queimava quem me tocava. Um vício de cair nos braços de um casaco vazio. Contradições de minha parte. Que eu não me arrependo. Só me digo, sem meias palavras, que me excedi para perder o freio da espera. Pois se algum dia, a minha intenção era ser a bonequinha de luxo da estante empueirada, mudei de idéia ao cair de cima. E nunca mais quis me imortalizar na figura da distância. Por isso cheguei perto. E cheguei tão perto que assustei.
O Amor Bandido não foi morto, nem detido, nem mesmo algemado. Ele continua solto por aí, cometendo as loucuras. Mas desta vez calado.
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8 comentários:
o amor deixou de ser bandido para virar réu confesso de nós mesmos
Calado, tem hora que calado é melhor. Amor.
Beijo
Amores bandidos são os melhores. Ainda que doam.
Ele flui perfeitamente no seu texto, Gabi.
Tão intenso...
Bjos no seu coração♥
Ai.
muito boas as coisas por aqui
voltarei mais vezes
...às vezes o silêncio diz mais. O silêncio das ruas banhadas de madrugada úmida, de duas pessoas solitárias num elevador, até as ondas do mar tem momentos de quietude entre uma quebrada e outra. Um amor calado talvez seja tão cruel quanto a mais cruel das loucuras. Mil coisas... bjs e boa semana!
A queda que quebrou a porcelana continua a produzir condutas por aqui.
Um beijo!
Obrigada, Zé!
Seja bem vindo para voltar mais vezes. :)
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